domingo, 29 de maio de 2011
O ópio do povo continua imutável

Sábado tive um pequeno contratempo médico. Acabei entupindo meu ouvido esquerdo com cera, enquanto tentava jusamente limpá-la lá de dentro. Na verdade, isto aconteceu na sexta-feira à noite. Sábado tentei resolver o problema de todo jeito, mas não consegui me livrar da visita à emergência.
Ao chegar lá, pilhas de pessoas esperando. Com os hospitais municipais em greve, a emergência particular lotou. Tempo de espera de 3 horas, disse a atendente. Paciência. Não podia ficar parcialmente surdo. Aliás, esta é a segunda vez que isso me acontece. Na primeira, consegui a façanha de entupir os dois. Em pleno dia da minha primeira prova de certificação. Fiz a prova completamente surdo. Aliás, passei o dia surdo. Enfim...
Com tanto tempo livre e sem nada para fazer até que o tempo passasse, me vi prisioneiro da imensa TV de LCD colocada na sala de espera do consultório. Infelizmente para mim, estava na hora do pior tipo de programa já inventado pela raça humana : A NOVELA.
Três horas é muito tempo. E ainda mais sem ter o que fazer. Os joguinhos do celular já não me distraíam mais. Tive que me unir à horda de expectadores absortos e assistir ao lixo enlatado que vinha em alta definição. E é impressionante como esse tipo de coisa nunca muda. Vêm ano, passa ano e os temas, enredos e personagens dessas bobajadas nunca muda, apenas troca de roupa.
Tem sempre um gay (bom, isso mudou, agora tem vários), um ou dois casais pobres, alguns idiotas fazendo papel de imbecil e os ricos - e irreais - empresários que vivem de terno e gravata em casa (?) em pleno calor carioca, moram em casas do tamanho de castelos medievais e que - via de regra - acabam se "integrando" ao populacho por conta de algum romance proibido entre as classes ou então por conta de alguma gravidez indesejada que acabou gerando um bastardinho rico criado na miséria - até o último capítulo quando ele descobre tudo e fica rico também.
De quebra, lógico, sempre é "abordado" na "estória" algum "complexo" tema social, de preferência algum que estiver bem em voga, sempre de forma flagrantemente tendenciosa e moldado de maneira magistral para que entre na cabeça da atenta platéia do jeito que eles querem que entre.
E mesmo depois de passados mais de 30 anos assistindo novela, o brasileiro ainda se deixa levar por este carnaval de estereótipos e idéias pré-concebidas idiotas, embaladas quase que de maneira fabril por uma turma que parece ter perdido o bonde da realidade há dezenas de anos atrás. E sem nunca se importar com isso.
Enquanto os mesmos idiotas globais plastificados de sempre desfilavam pela tela forçando caretas do tipo "sou inteligente", ou "meu Deus, como sou dramático", arranhando sotaques que desconhecem completamente de forma patética o povão permanecia ali, impassível, em frente à tela. Ou pior : exclamando frases do tipo "mas que criatura ruim essa fulana!" quando a vilã se pronunciava.
Lamentável.

Hoje, domingo, zapeando os canais da NET, tropecei no VIVA que passava - nada mais, nada menos - do que uma reprise do "Cassino do Chacrinha". Foi ali, voltando muito atrás no tempo, que dava para ver e notar com precisão o quanto não se andou para frente durante todos esses anos nesse sentido. Ao menos, naquele tempo, as pessoas eram mais autênticas e, o mundo, não era essa babaquice sem tamanho que está virado hoje.
A prova disso ? Uma câmera que passeava dando closes nos peitos das mulheres do júri, quando não estava mirando nas imensas bundas das chacretes (que hoje, seriam taxadas de gordas repugnantes) enquanto, no meio de tudo isso, uma quase adolescente Cláudia Raia, curtia em paz o seu cigarrinho sentada ao júri do Velho Guerreiro ao lado de gente como Elke Maravilha, a "Lady Gaga" tupiniquim. Ela nunca soube cantar porcaria nenhuma mas, no quesito "vestimenta estranha", já dava aulas de esquisitisse enquanto Gaga ainda nadava no saco do pai dela.
Ah, bons tempos...
Ao chegar lá, pilhas de pessoas esperando. Com os hospitais municipais em greve, a emergência particular lotou. Tempo de espera de 3 horas, disse a atendente. Paciência. Não podia ficar parcialmente surdo. Aliás, esta é a segunda vez que isso me acontece. Na primeira, consegui a façanha de entupir os dois. Em pleno dia da minha primeira prova de certificação. Fiz a prova completamente surdo. Aliás, passei o dia surdo. Enfim...
Com tanto tempo livre e sem nada para fazer até que o tempo passasse, me vi prisioneiro da imensa TV de LCD colocada na sala de espera do consultório. Infelizmente para mim, estava na hora do pior tipo de programa já inventado pela raça humana : A NOVELA.
Três horas é muito tempo. E ainda mais sem ter o que fazer. Os joguinhos do celular já não me distraíam mais. Tive que me unir à horda de expectadores absortos e assistir ao lixo enlatado que vinha em alta definição. E é impressionante como esse tipo de coisa nunca muda. Vêm ano, passa ano e os temas, enredos e personagens dessas bobajadas nunca muda, apenas troca de roupa.
Tem sempre um gay (bom, isso mudou, agora tem vários), um ou dois casais pobres, alguns idiotas fazendo papel de imbecil e os ricos - e irreais - empresários que vivem de terno e gravata em casa (?) em pleno calor carioca, moram em casas do tamanho de castelos medievais e que - via de regra - acabam se "integrando" ao populacho por conta de algum romance proibido entre as classes ou então por conta de alguma gravidez indesejada que acabou gerando um bastardinho rico criado na miséria - até o último capítulo quando ele descobre tudo e fica rico também.
De quebra, lógico, sempre é "abordado" na "estória" algum "complexo" tema social, de preferência algum que estiver bem em voga, sempre de forma flagrantemente tendenciosa e moldado de maneira magistral para que entre na cabeça da atenta platéia do jeito que eles querem que entre.
E mesmo depois de passados mais de 30 anos assistindo novela, o brasileiro ainda se deixa levar por este carnaval de estereótipos e idéias pré-concebidas idiotas, embaladas quase que de maneira fabril por uma turma que parece ter perdido o bonde da realidade há dezenas de anos atrás. E sem nunca se importar com isso.
Enquanto os mesmos idiotas globais plastificados de sempre desfilavam pela tela forçando caretas do tipo "sou inteligente", ou "meu Deus, como sou dramático", arranhando sotaques que desconhecem completamente de forma patética o povão permanecia ali, impassível, em frente à tela. Ou pior : exclamando frases do tipo "mas que criatura ruim essa fulana!" quando a vilã se pronunciava.
Lamentável.

Hoje, domingo, zapeando os canais da NET, tropecei no VIVA que passava - nada mais, nada menos - do que uma reprise do "Cassino do Chacrinha". Foi ali, voltando muito atrás no tempo, que dava para ver e notar com precisão o quanto não se andou para frente durante todos esses anos nesse sentido. Ao menos, naquele tempo, as pessoas eram mais autênticas e, o mundo, não era essa babaquice sem tamanho que está virado hoje.
A prova disso ? Uma câmera que passeava dando closes nos peitos das mulheres do júri, quando não estava mirando nas imensas bundas das chacretes (que hoje, seriam taxadas de gordas repugnantes) enquanto, no meio de tudo isso, uma quase adolescente Cláudia Raia, curtia em paz o seu cigarrinho sentada ao júri do Velho Guerreiro ao lado de gente como Elke Maravilha, a "Lady Gaga" tupiniquim. Ela nunca soube cantar porcaria nenhuma mas, no quesito "vestimenta estranha", já dava aulas de esquisitisse enquanto Gaga ainda nadava no saco do pai dela.
Ah, bons tempos...
sexta-feira, 27 de maio de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Hey guys, help me ! I'm Stucked !
Barack Obama está visitando a Irlanda, vejam só ! Quando o cortejo com os carros oficiais americanos saía da embaixada em direção ao aeroporto, O Cadillac presidencial que levava Obama e Michele - uma fortaleza sobre rodas projetada para enfrentar qualquer coisa - acabou trancada na lombada do portão.
"A Besta", como é chamada, é um monstrengo de 8 toneladas que, apesar de ser capaz até de sair no pau com um TRANSFORMER, acabou sucumbindo à uma prosaica lombadinha. Ninguém lembrou disso na sala de projetos. Para poder prosseguir, o casal teve de trocar de carro.
A imagem é muito engraçada !
"A Besta", como é chamada, é um monstrengo de 8 toneladas que, apesar de ser capaz até de sair no pau com um TRANSFORMER, acabou sucumbindo à uma prosaica lombadinha. Ninguém lembrou disso na sala de projetos. Para poder prosseguir, o casal teve de trocar de carro.
A imagem é muito engraçada !
domingo, 22 de maio de 2011
sábado, 21 de maio de 2011
A Banda Mais Bonita da Cidade
Encontrei sem querer, quando ia navegando. Fui atrás para ouvir mais das belas canções e das letras desses jovens curitibanos. Mas mesmo assim, vira e mexe, me sinto compelido à voltar para assistir à este vídeo novamente, e de novo, e de novo, e de novo... Não dá prá explicar, mas a energia positiva que vem dele parece nos fazer sentir melhor, mais leves. Em uma época onde imperam o lixo e o escracho, onde nada mais parece ter alma ou coração, a "Banda Mais Bonita..." chega simples, cativante, encantadora para encher de luz o nosso dia.
Gostei demais, gostei de verdade mesmo.
Apaixonante e sincero, como tudo o que é belo deve ser.
Gostei demais, gostei de verdade mesmo.
Apaixonante e sincero, como tudo o que é belo deve ser.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A oficialização da burrice - PARTE 2
Falei ontem sobre o bizarro livro de português que o MEC resolveu distribuir para as escolas do país. Hoje, ao ler esta pequena reportagem, me senti aliviado porque o Sr. José Serra viu nesta abominação travestida de livro didático exatamente a MESMA coisa que eu vi. Disse ele :"O erro deixa transparecer uma intenção política.
Transformar a escola em agência de doutrinação política
é típico de regimes totalitários."
Transformar a escola em agência de doutrinação política
é típico de regimes totalitários."
É isso mesmo, senhor Serra, concordamos totalmente nisso. E me sinto aliviado - como disse antes - por ver que tive a mesma visão das coisas que uma das mentes mais brilhantes deste país.
Como manter a produtividade na Empresa
Um dos maiores desafios das Empresas sempre foi o de manter seus funcionários motivados, trabalhando felizes e comprometidos com as metas. Realmente não é tarefa fácil. O pessoal se desdobra para encontrar novos meios de presentear seus comandados seja dando a eles folgas, férias pagas, participação nos lucros, etc.A Munich Re é uma empresa que trabalha com reseguros, ou seja, ela faz seguros para seguradoras. Eles são hoje uma das maiores empresas de seguros do mundo, uma gigante da área, respeitado por todos. Em 2007, para comemorar seus lucros recordes, eles resolveram presentear seus melhores vendedores de uma maneira que faria o Max Gehringer enrubescer :
Eles pegaram toda a turma que se destacou no ano, mais os membros do conselho - num total de 100 pessoas - e os levaram para uma estação de águas termais em Budapeste na Hungria onde 70 lindas garotas os esperavam para uma boa e velha putaria. Suruba. Simples assim. De acordo com a fonte que "abriu" a estória para a imprensa a ordem para as moças era a de atender a QUALQUER pedido que fosse feito.
Esses caras realmente sabem o que é motivar. A diretoria da Empresa inclusive admite que a festa realmente aconteceu, mas se adianta a dizer que as pessoas que a organizaram nem estão mais na Empresa e que esse tipo de "comemoração" não é uma prática comum por lá.
Acabei de mandar meu Curriculum, vamos ver quanto tempo levam pra me chamar...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
A oficialização da burrice
A mais recente novidade do governo em sua incessante cruzada para afundar de vez a já claudicante educação deste país, veio na forma de um livro. Confesso que, quando a polêmica estourou por aí, imaginei que fosse por conta de algum erro de impressão da obra ou coisa parecida. De tanto ver pipocar por aí pequenas manchetes com a já famosa expressão "Nós pega o peixe", resolvi voltar minha atenção ao fato.O livro não só DEMONSTRA a forma errada como a alça ao mesmo patamar da norma culta, dizendo que não importa a forma como se fala desde que a pessoa seja entendida. E a coisa toda piora ainda mais quando a autora resolve colocar que as pessoas que usam a norma culta o fazem com o intuito de se mostrar superiores a quem usa a digamos, forma popular, instigando o que ela chamou de "preconceito linguístico". Vejam bem :
"É importante saber o seguinte: as duas variantes [norma culta e popular] são eficientes como meios de comunicação. A classe dominante utiliza a norma culta principalmente por ter maior acesso à escolaridade e por seu uso ser um sinal de prestígio. Nesse sentido, é comum que se atribua um preconceito social em relação à variante popular, usada pela maioria dos brasileiros."
Ou seja, falar de forma CORRETA agora também é crime, é quase uma forma de BULLYING com quem não sabe falar direito. Aliás, em meio a toda rebordosa que este livro causou, sobrou espaço ainda para que a autora dizer que sua obra estaria sendo alvo de BULLYING por parte da ala conservadora do ensino. Aliás, esse dirscursinho de esquerdista de grêmio estudantil culpando a manjada "classe dominante" não serve para tapar o enorme desserviço que esta abominação vai causar à já vilipendiada cultura nacional.
A completa inversão de valores proposta aqui é de revirar o estômago. Corrigir quem fala errado agora virou preconceito e enterrar a norma culta pintando-a como "coisa de rico" é praticamente relegar o povo ao status de ralé, de ignorantes perpétuos, de caipiras sem educação mas "orgulhosos" do seu jeito bisonho de falar, que, ora bolas, reflete seus traços culturais. Qual o próximo passo ? Criar um dicionário da norma popular e tombá-la como patrimônio cultural da UNESCO ?
O MEC que é o órgão que SUPOSTAMENTE existe para zelar pela educação neste país, coroa de vez o seu reinado sem fim de mediocridade, passividade e descaso ao homologar esse LIXO para uso nas escolas brasileiras. E é cada vez mais flagrante a forma como o PT - que elegeu um presidente semi-analfabeto e que se vangloriava dizendo que estudar é coisa para trouxa - tem agido em prol do aumento da massa ignara que lhes dá votos. Primeiro veio o assistencialismo desenfreado. Agora, o enterro solene da educação.
Porque então não implodimos logo todas as escolas e construímos novos Shopping Centers nessas áreas ? Porque não entregamos de vez nossas crianças para o tráfico ? Porque não tacamos fogo de vez em nossa gramática e passamos a falar como retardados por aí já que a nossa língua é "muito difícil" mesmo ? Porque não admitimos o FUNK como nossa forma de expressão máxima e promovemos os MC's e suas vadias frutas para a ABL ?
Todos os dias nossas riquezas são surripiadas de nós, sempre sob a proteção do muro da impunidade. Nosso patrimônio é depredado dia após dia, justamente por aqueles que juraram o proteger; Não podemos deixar que a maior de todos eles, a nossa própria língua, acabe no mesmo caminho.
Com vocês, Amanda Gurgel - Professora
Amanda fala sobre a situação da educação no Rio Grande do Norte, local onde vive e trabalha, apontando o descalabro e o completo descaso das autoridades competentes que, via de regra, nunca deram a menor importância para a Educação. Tão triste quanto ter que engolir em seco todas as verdades que esta trabalhadora traz em seu discurso é saber que este é o retrato de um PAÍS inteiro e não de uma região ou cidade.
E enquanto se discute ferrenhamente sobre obras de estádios de futebol e mega-arenas de esporte - por conta da Copa que teimamos em tentar sediar - jogam-se bilhões de reais pela janela, recursos valiosíssimos que fazem uma falta tremenda não só para a educação, mas também para muitos outros setores. Tudo sob a patética justificativa da "geração de empregos". Façam-me um favor...
A voz de Amanda vai ecoar por alguns dias na cabeça de todos e, na cabeça daqueles deputados inúteis que ali estavam, talvez ecoe por menos tempo ainda. Logo depois, vai esmaecer até ser esquecida junto com todas as outras mazelas que insistimos em manter longe de nós. Enquanto isso Amanda, junto com outros milhares de colegas seus, continuará em sua batalha tentando manter o punhado de dignidade que lhe resta.
Tudo porque não terá adiantado nada ter tido que se humilhar perante uma bancada de políticos para que todos entendessem o tamanho do problema. Não é o bastante. Nunca é o bastante. No final, quem vence sempre são aqueles que querem que tudo continue como está, aqueles que são PAGOS para abafar vozes como as de Amanda. E, cá para nós, considerando o fato de que ninguém mesmo se importa, não deixa de ser um trabalho fácil até demais.
Mas enfim, o que mais esperar de um país em que todos nós "pega o peixe" e ainda acha certo ? Apenas que vire mesmo motivo de chacota para o resto do mundo.
E enquanto se discute ferrenhamente sobre obras de estádios de futebol e mega-arenas de esporte - por conta da Copa que teimamos em tentar sediar - jogam-se bilhões de reais pela janela, recursos valiosíssimos que fazem uma falta tremenda não só para a educação, mas também para muitos outros setores. Tudo sob a patética justificativa da "geração de empregos". Façam-me um favor...
A voz de Amanda vai ecoar por alguns dias na cabeça de todos e, na cabeça daqueles deputados inúteis que ali estavam, talvez ecoe por menos tempo ainda. Logo depois, vai esmaecer até ser esquecida junto com todas as outras mazelas que insistimos em manter longe de nós. Enquanto isso Amanda, junto com outros milhares de colegas seus, continuará em sua batalha tentando manter o punhado de dignidade que lhe resta.
Tudo porque não terá adiantado nada ter tido que se humilhar perante uma bancada de políticos para que todos entendessem o tamanho do problema. Não é o bastante. Nunca é o bastante. No final, quem vence sempre são aqueles que querem que tudo continue como está, aqueles que são PAGOS para abafar vozes como as de Amanda. E, cá para nós, considerando o fato de que ninguém mesmo se importa, não deixa de ser um trabalho fácil até demais.
Mas enfim, o que mais esperar de um país em que todos nós "pega o peixe" e ainda acha certo ? Apenas que vire mesmo motivo de chacota para o resto do mundo.
domingo, 15 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Será o fim ?
Um terremoto de 5 pontos na escala Richter, seguido por outro de 4.4 pontos, destrui completamente a cidade de Lorca na Espanha. Poucas semanas atrás, um terremoto monstruoso seguido de um tsunami quase varreu o Japão do mapa. Na Itália, o Etna entrou novamente em erupção e fechou aeroportos.To começando a achar que os Maias não estavam brincando não...

quarta-feira, 11 de maio de 2011
A hora e a vez do Facebook
Agora é oficial. Chega de Orkut. Migrei oficialmente para o Facebook. Não dá mais para ficar na chinelagem do Orkut. Amigos serão avisados e semana que vem, teremos mais um orkuticídio. Não é questão de querer ser maria-vai-com-as-outras. O orkut infelizmente ficou mau frequentado. Isto é fato.Abraços.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Exemplos : A vida é cheia deles
Este é o pequeno Aidan Reed. Ele só tem 5 anos. Com 4, ele foi obrigado a encarar uma luta de gente grande contra uma infeliz leucemia. Aidan mora no interior do Kansas, nos Estados Unidos. Seus pais desde o início sofreram muito. Primeiro ao ver seu filho enfrentar o penoso tratamento. Depois ao ver as despesas médicas irem se acumulando. Por fim, a casa onde a família mora foi posta à venda. Os médicos estimaram as chances de cura em 90%, o que trouxe um grande alento aos Reed.Como o menino sempre gostou muito de desenhar, sua tia teve a idéia de tentar vender os desenhos dele pela internet na tentiva de conseguir alguma ajuda das pessoas. E o que aconteceu foi que gente do mundo inteiro, inclusive do Brasil, compraram os desenhos de Aidan para ajudar. Ao todo, o pequeno vendeu 3.000 desenhos pela rede arrecadando pouco mais de US$ 30 mil, dinheiro suficiente para cobrir suas despesas médicas. Com isso, a casa da família estava salva e Aidan, a caminho da cura.
Foi hoje pela manhã que li sobre essa estória que praticamente me cortou o coração. Ver alguém tão pequeno batalhar assim pela vida, mesmo estando em uma cama de hospital, faz com que a gente se sinta culpado por reclamar dos pequenos revezes que a vida nos apronta às vezes. Ou quando reclamamos que não temos isto ou aquilo; Quantos de nós desiste do que quer quando se depara com um obstáculo ? Quase sempre esquecemos que a vida é uma dádiva e o que fazemos com ela é responsabilidade nossa, não do destino. Culpar os outros ou a sorte pelos nossos infortúnios é como coroar nossa inapetência, é como fugir da verdade.
Os Aidans Reed que vira e mexe aparecem por aí, servem justamente para nos lembrar disso.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Ele MORREEEEEUUU !
Pelo menos é o que dizem por aí, que mataram mesmo o Osama. Agora de matar mesmo são as fotos do site da Al Jazeera. Sério, eu demorei para acreditar que era sério. E é mesmo ! Entrem no link aí de baixo e vejam o slide número 8 :
Sério, ainda não consegui parar de rir !
Pequenas mudanças, grandes passos
Neste domingo, como em muitos outros, teve gre-nal. O espetáculo máximo do futebol da nossa terra que divide os corações e mentes do povo gaúcho. Comandado pelos expoentes máximos de cada clube, o clássico teve um "QUÊ" de diferente nesta edição. Quem conhece um pouquinho de futebol sabe que, num embate dessa grandeza, a rivalidade infelizmente quase sempre tende a se transformar em violência, tanto verbal quanto física.O que aconteceu neste domingo porém contrariou positivamente essa triste e premeditada rotina. Desde o clima de respeito, profissionalismo e bom humor espraiado pelos dois comandantes até à disputa acirrada e feroz - porém destituída de deslealdade - a mudança foi sentida por todos. Inclusive pela torcida, onde a boa onda de civilidade fez com que ambos se respeitassem e o espetáculo pudesse ser, de novo, um espetáculo.
Todos puderam aproveitar o jogo, se divertir e no final parabéns ao Inter que venceu nos pênaltis e para os gremistas, bola pra frente. Pude ouvir no rádio os comentaristas falando sobre os jogadores colorados indo cumprimentar os colegas de profissão gremistas nos vestiários e vice-versa. Comportamento de gente grande.
Pena que nem todo mundo pensa assim.
O vice de futebol do Internacional quase conseguiu estragar o bom clima, tendo um chilique tão exagerado quanto grotesco, disparando impropérios e ofensas a todos por conta de um motivo fútil. E, como deveria ser sempre, esse displante verborrágico passou e a parte boa ficou.
Hoje pela manhã, recebi um texto simples, objetivo e sensacional do meu grande amigo Marcus Rosa onde ele coloca sua visão dos tais fatos - clara e precisa como sempre. Achei bacana ele ter visto e sentido o mesmo que eu em relação o jogo. Segue abaixo o texto :
"Às vezes é bom olhar o que acontece num jogo para ver o que acontece com cada um de nós. A mente humana é muito previsível. Uma das suas atitudes previsíveis é a tendência a deixar as coisas como estão, rejeitando as mudanças. Para verificar isso, basta ver como alguém reage à alguma mudança de ordem dos objetos em sua mesa de trabalho (algo bem simples).
Quando passamos para algo comportamental, algo que possa perturbar os hábitos (mentais) estabelecidos verificamos que a reação à mudança é ainda mais violenta.Deste ponto de vista é explicável a reação desmedida do VP do Inter. Uma mudança do estabelecido havia sido descortinada pelo convívio amigável, bem humorado e leve dos técnicos da dupla Gre-Nal no programa da RBS acontecido na véspera do jogo.
Esta mudança significava uma mudança no universo belicoso construído por Siegman. Neste universo particular, gremistas são inimigos que devem ser destruidos. Para Falcão e Renato o "outro" é apenas um adversário de um jogo. Que se encerra nos 90 minutos.
E que, além disso, sobrevive apenas nas conversas, brincadeiras e gozações, pois de cada 100 partidas disputadas por Grêmio/Inter apenas 1% é a disputa direta entre eles (o clássico Gre-Nal)! Minha cunhada foi ao jogo com o filho. Ela me disse ao telefone que nunca havia assistido um clima tão descontraido num Gre-Nal e que a energia das duas torcidas estava no mínimo diferente.
Pois é... O VP do Inter parece que não suportou ver o seu universo particular (e artificial) desabar. E tratou de traze-lo de volta, numa atitude destemperada e desproporcional ao que estava acontecendo. Olhando sobre o ponto de vista do espetáculo, o árbitro tomou a atitude correta. Colocou o evento principal (pênaltis) ao lado das duas torcidas. Reclamar do que, então, se não da mudança de algo maior do que o simples lado da cobrança ?"
domingo, 1 de maio de 2011
ALTO LÁ ! Alerta contra a falta de respeito
Confesso que não assito Big Brother, aliás, sempre odiei esse programa. Acho ridículo, sem graça e completamente distoante do que seria seu real propósito, visto que as pessoas submetidas ao tal "confinamento" nada mais são do que atores enrustidos, de ações premeditadas. Dali se criam sub-celebridades (se é que isso existe) que, via de regra, esmaecem com o tempo até desaparecem completamente. Algumas voltam à tona vez ou outra em notinhas minúsculas de pé-de-página, daquelas que nos fazem perguntar "quem é este ?", por conta de alguma bebedeira ridícula em local público ou alguma outra idiotisse assim.Um dos principais objetivos de quem é participante dessa patomima de cartas marcadas é usar o programa como trampolim para irem parar nas páginas de revistas masculinas, e com isso, faturar algum. Logo, fica praticamente "estipulado" que, se você for mulher e BBB deve ter um corpão photoshop. Ás vezes nem precisa ser mulher (for God sake !!!). E assim tem sido desde então.
Em toda edição também escolhem uma ou duas pessoas, no máximo, para ser os diferentes, os párias, os destoantes da maioria lindinha-burrinha-sarada-descolada da casa. Nesta última edição sobrou para a gordinha da foto acima, a Paulinha, este papel. Vi pela internet pela primeira vez que ela estava no grupo. Por este motivo acabei, quase que involuntariamente, acompanhando o mar de bobagens, ofensas e desrespeito que essa menina sofreu na rede até ser eliminada. Só por ser gordinha.
Nenhum dos impropérios foi dirigido ao seu caráter - ou a falta de - ou ao seu comportamento. Se ela parecia ser manipuladora, ou idiota, ou burra, ou mau-caráter nada disso importava. Só importava mesmo era chamar a moça de hipopótamo, baleia e coisas desse tipo. Lamentável.
Hoje, navegando pela rede, encontro este post aqui falando sobre um ensaio sensual que Paula fez para o jornal Extra.
Sinceramente, não sei como ela é, não conheço seu caráter nem ao menos assisti ela no tal programa mas, como profundo admirador de gordinhas posso dizer que gostei das fotos. Elas mostram uma mulher de curvas generosas, uma mulher farta, enfim, uma mulher de verdade, bem distante, obviamente, do padrão anoréxico de beleza atual. Mas deixem de lado meu gosto pessoal, deixem de lado um pouco a ditadura da beleza impossível, LEIAM o tal post e se perguntem :
Alguma vez alguém aqui já leu algo tão amoral, ofensivo, preconceituoso e de mau-gosto do que isso ? Chamam as fotos de "desastre", debocham das medidas da moça e no final à comparam à uma personagem dos Muppets - que por sinal era uma porquinha.
Pois é, meus queridos. Enquanto todo mundo só se preocupa em taxar todo mundo de homofóbico e nazista por qualquer coisa que se diga por aí, este tipo de FALTA DE RESPEITO e preconceito parece ainda ter passe livre na praça.
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