O mundo realmente não é justo. A vida não é justa. E essa dolorida verdade parece sempre nos afrontar à distância, porque sabe que não podemos lutar contra ela. E tem aqueles dias, dias como hoje, em que ela toma coragem, chega mais perto e leva de nós algo precioso.
Steve Jobs, uma das maiores e mais poderosas forças criativas da natureza, nos deixou hoje, da forma mais triste que conhecemos : consumido por uma doença estúpida que nem todo o dinheiro e tecnologia deste mundo injusto conseguiu debelar. Não tenho medo de dizer que, se a cura do câncer fosse um dos seus objetivos de vida - assim como foi a Apple - Jobs certamente a teria descoberto.
Inovador, atemporal, meio insano - e qual gênio não o é - Jobs era tudo o que todo mundo quer ser e que poucos tem a coragem e a obsessividade necessárias para tanto. Era obstinado, não aceitava derrotas, não conhecia limites, não fazia o mesmo caminho de todos, não se conformava em não conseguir. O garoto que catava latinhas vazias no campus da universidade para pagar as contas e dormia no chão do dormitório, meteu os peitos, desafiou o impossível e deixou sua marca neste planeta, indelével, indiscutível e através de sua obra, torna-se-á imortal.
Como é triste, meu Deus, ver pessoas assim deixarem este mundo dessa maneira, bem quando o nosso planeta mais precisa delas.
Vá em paz, Mr. Jobs
Sentiremos sua falta


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