O método consiste em colocar todos os candidatos num galpão e disponibilizar 200 tijolos para cada um. Não dê orientação alguma sobre o que fazer. Em seguida, tranque-os lá e, após seis horas, volte e verifique o que fizeram.
Trote Cidadão da ESAG leva alegria
É o Trote Cidadão, onde os ovos, a farinha e a bebedeira são substituídos por ações sociais, que têm por objetivo despertar a consciência social dos calouros e demais alunos. A décima terceira edição do Trote Cidadão da ESAG aconteceu na segunda-feira dia 28/07. Dois locais foram escolhidos para a realização da ação solidária: um lar para crianças carentes e o canil municipal de Florianópolis.
A Lei Rouanet, também conhecida como "Lei de incentivo á Cultura" é a responsável pela captação de fundos que são investidos na produção de peças de arte, como filmes, peças de teatro e afins. Agora tem gente querendo "fazer arte" com esta grana.
Nas telas do antigo cinema brasileiro (macaqueado de Hollywood) num estilo batizado de "chanchada" (sei lá de onde diabos tiraram esse nome ridículo) o imortal Mazzaropi eternizou o seu personagem mais famoso, o Jeca Tatu. Homem simplório, sem maldades, oriundo do campo, de gostos simples e rudeza de espírito típica de quem nunca viu - nem sentiu - o progresso. Longe de mim criticar o Mazzaropi ou os hábitos dos camponeses. O tipo de Jeca que existe ás panparras por aqui é muito pior.
Semana passada começou a ser vendido por aqui o novo brinquedinho do Steve Jobs, o famoso e tão badalado iPhone. Mais uma oportunidade para a imensa claque tupiniquim mostrar sua face Jeca com toda a força. Os aparelhos chegaram ás lojas com as seguintes condições : Só poderiam ser expostos em vitrines próprias, enviadas aos lojistas pela própria Apple. Nenhuma vendedor estaria autorizado a abrir uma caixa sequer de nenhum aparelho. Só o CLIENTE poderia fazer isso na hora da compra. Até aí se consegue entender (mesmo que seja difícil de engolir). O pior vem depois.
Este primeiro lote foi reservado somente a "pessoas importantes". Entendam "pessoas importantes" como políticos, atores globais e jogadores de futebol. PESSOAS IMPORTANTES, cara-pálida ? Tudo "jogada" para que todos os Jecas de plantão corram ás lojas para terem também o mesmo celular que o seu ídolo Jeca, como vocês podem ver na foto aí ao lado. Quem deu o tiro certo, lógico, foi a Apple, que viu aqui neste bando de caipiras, uma ótima oportunidade de negócio (Como P.T. Barnum disse "Nasce um idiota a cada minuto") pois nada melhor do que um lugar onde ter um gadget seja sinônimo de status para fazer dinheiro fácil.
Isso vêm desde o tempo em que os Jecas andavam pela rua com as calças caindo só para ostentar aqueles Motorolões de quase 2 quilos de peso na cintura como sinal de "riqueza". Os mesmos jecas que, hoje, acham suuuuper chique atender telefone no cinema, na fila do banco, no elevador e por aí vai.
Alías, falar em telefonia 3G em um país que tem um dos piores serviços de internet banda larga do mundo chega a ser piada. Segundo um estudo (conduzido pelas universidades de Oxford e Oviedo a pedido da Cisco) que analisou a internet rápida em 42 países do mundo, o Brasil ficou a frente apenas de Chipre, México, China e Índia. Em uma escala de 0 a 100 ficamos com 13 pontos. Isto significa que, a qualidade dos serviços de banda larga prestados hoje aqui dentro são incapazes de fornecer ao usuário a qualidade esperada de serviços básicos como navegação e email.
Tecnicamente falando, mesmo que tudo isso fosse uma maravilha, ainda existe o fato do querido iPhone ser bonitinho mas ordinário. E isso não é despeito não, é uma constatação feita após uma rápida análise que aborda os recursos mais corriqueiros presentes hoje em larga escala em aparelhos celulares que custam 4 vezes menos do que ele. Não se discute aqui o caráter inovador do iPhone nem a glamourização que a Apple conseguiu com méritos construir em volta de sua cria mais importante (depois do iPod). A questão é : Os R$ 2 mil investidos neste aparelhinho valem o esforço ? A resposta é curta e simples : NÃO.
O iPhone peca por não possuir recursos que até os modelos mais simples já possuem. Começando pela transmissão de dados via BlueTooth. Simplesmente não tem. Quer passar seus dados para outro celular ? Passe primeiro para um computador, usando um cabo USB proprietário (leia-se diferente de todos os outros no mercado) e depois para o outro aparelho. Deixou o cabo em casa ? Paciência...
Quer usar a câmera do iPhone para se exibir na balada noturna tirando fotos dos seus amigos ? Pode, mas não as mostre pra eles depois, senão você vai virar piada. A câmera do iPhone, além de possuir parcos 2 megapixels de resolução, ainda por cima não tem flash embutido. Modelos como o Nokia N95 ou o LG Viewty trazem câmeras com fartos 5 megapixels e flashs duplos (e até triplos). Acha o touch screen legal ? Grande novidade. Este recurso já deixou de ser diferencial há muito tempo. Acha que ele tem bastante espaço ( 8 e 16Gb ) ? Legal, então aproveite bastante, por que quando ele acabar, acabou-se. Isso por que o magnífico iPhone não suporta cartões de expansão de memória, coisa que qualquer modelo mais simples faz com um pé nas costas.
Quer ler mais detalhes sobre esses fatos ? Leia esta reportagem aqui e tire suas próprias conclusões sobre o novo "hit" do ano. E prepare seu espírito para ver pela rua centenas de Jecas atendendo iPhones configurados com o ringtone do Latino na rua, no carro, no shopping...


Atentem para o título deste post : Este é o número de horas que já trabalhei este mês até agora. Ainda está contando por que o mês ainda não acabou. Como dizia minha vó, eu sou do tipo que "descansa carregando pedra". Este também é o motivo do meu sumiço. Hei de retornar.
O ano era 1964 e a cidade, como não podia deixar de ser, era Londres. Naquele ano, Syd Barret, Roger Watters, Nick Manson, David Gilmour e Richard Wright (á direita na foto, ao lado de David Gilmour) deram vida a uma criatura chamada Pink Floyd. Esta criatura mudou radicalmente o cenário musical mundial, transformando parâmetros, mudando cabeças, ditando tendências e demolindo convenções. Pessoas como Wright não conhecem a morte. Eles são eternos, como suas músicas, sua obra, suas bandas. Num mundo tão injusto, onde tantos "Belos" e "Alexandres Pires" vendem saúde, temos de ver mitos como Sir Wright partir assim, tão cedo.
Definitivamente é muito triste.
Descanse em paz, Sir Wright, e obrigado por tudo !
De Coração.
"Tá olhando o quê, meu irmão ?!".
A segunda dica fala sobre nosso motherfucker mais querido de todos os tempos, Samuel Jackson. Desde "Snakes on the plane" ele anda meio de molho. E este filme prova isso. O papel de Jackson não toma nem 1% de seu talento, mas assim como todas as grandes personas encarnadas por ele na telona, o simples micro-empresário Tom Cutler não escapa de ganhar aquele ar inimitável que só ele sabe dar.
Imagine que você divide seu apartamento com um amigo de faculdade que é quase seu irmão. Um dia você vai viajar e deixa ele sozinho por 1 semana. Na volta, você descobre que o coitado do seu parceiro acabou escorregando no banheiro, bateu a cabeça, morreu e ficou lá apodrecendo por todo esse tempo até você chegar. Depois que você se refizer do susto, vai chamar a polícia, notificar a família, enfim, passar por todos aqueles infindáveis trâmites. E depois que o corpo for removido, resta o espólio da tragédia : A sujeira.
Um corpo em decomposição secreta milhares de tipos de fluidos fedorentos e nojentos. E é aí que entra a Steri-Clean, a próspera empresa que o policial aposentado Tom Cutler (Samuel Jackson) toca de forma organizada, quase religiosa. Ele vai até a casa do cliente e faz toda a limpeza, livrando a família do morto do inconveniente de ter de lidar com toda aquela nojeira. Assim, Tom vai levando sua vida numa boa, limpando cenas de crimes, suicídios e todo tipo de maluquice que acabar em morte - e consequentemente em nojeira.
Até que um dia, Tom acaba entrando de gaiato em uma tremenda armação e vê todo aquele seu mundinho perfeito desabar sobre sua cabeça. Velhos fantasmas do tempo de polícia saem do armário junto com velhos amigos dos tempos de farda como o velho Eddie (Ed Harris numa interpretação simples porém corretíssima) para lhe trazer problemas e mais problemas. Um enredo simples - mas honesto - com um elenco comum e muito bem postado, sem exageros nem trejeitos embalados dentro de uma trama simples mas eficaz.
Recomendo fortemente.
Hanks e Hofman esbanjando talento lado a lado.
Entre 1973 e 1997 o Congresso Americano tinha em seu quadro de funcionários um maluco-beleza que dizia o que queria, fazia o que achava certo e que não media esforços para conseguir o que almejava. E tudo isso sem perder seu carisma e muito menos fazer diminuir a simpatia que as pessoas tinham por ele. Fanfarrão e mulherengo assumido, mas justo e coerente em seus ideiais. Assim era Charlie Wilson, um americano de origem simples, filho de fazendeiros, que veio da pequena cidade de Trinity, no Texas, para deixar seu nome marcado em uma das épocas mais atribuladas da história Yankee.
Tudo por que Charlie não era como a maioria dos seus compatriotas. Ele acreditava em ideais, tinha seus pontos de vista, se preocupava com as pessoas e se importava em ajudá-las. Charlie ocupava seu lugar no Congresso em plena época da Guerra Fria, justamente no período em que os soviéticos invadiram o Afeganistão. Um belo dia, pilhado por uma rica e influente amiga, Charlie resolve visitar o Afeganistão para entender melhor a situação pela qual seus habitantes passavam. O resultado é que ele volta de lá estupefato com o sofrimento das mulheres, crianças e jovens que apinhavam os campos de refugiados e também abismado com a coragem que o povo afegão demonstrava em resistir aos seus invasores.
Depois de descobrir que os USA nada podiam fazer (qualquer intervenção direta poderia ser usada como desculpa, e consequente estopim, para um conflito entre as duas potências) ele resolve agir por conta própria, costurando acordos aqui e ali para que armas e munições decentes chegassem ás mãos dos rebeldes afegãos. Não é possível falar mais sobre a história sem acabar revelando o desfecho do filme, mas se você assistir, note bem qual é a expressão que Tom Hanks (no papel de Charlie) traz no rosto quando é condecorado por ter armado tão inteligente estratagema para derrotar a máquina de guerra soviética. Ela resume TODO o filme.
"Jogos do Poder" é ao mesmo tempo fábula e documentário. Ele tenta mostrar os bastidores do poder visto pelos olhos de Charlie, mas ao mesmo tempo ele se esforça em retratar o quanto a política interna do Tio Sam pode ser ingrata, sorrateira e injusta com aqueles que se esquecem para quem/ou para O QUE trabalham. Atente também para a fantástica interpretação de Philip Seymour Hofman (perfeito como sempre) no papel do agente da CIA Gust Avrakotos, um grego sem modos e sem papas na língua que, ao lado de Charlie, consegue desgrenhar todos os nós cegos do poder, jogando aqui e ali punhados de esperteza e sagacidade. É sensacional.
Vale a pena assistir - e muito.

Para ser um mafioso russo você tem de ter tatuagens. Dezenas delas. Cada uma retrata um aspecto da sua personalidade e da sua vida pergressa. Elas mostram, como sinais de respeito, as cadeias que você já enfrentou, os inimigos que você já estripou, enfim...amenidades assim. Dá para dizer que o mafioso russo é como uma homepage humana. Quanto mais casca grossa for o sujeito, mais iradas serão suas tatuagens (ou seus links) e mais respeito ele terá da comunidade mafiosa.
Um dos hábitos que mais tenho gosto em praticar é o de assistir meus filmes em casa. Foi por isso que investi uma certa grana em uma TV gigante de 52". É uma das coisas que mais gosto de fazer : Me refestelar no meu sofá, dar um play e deixar minha maravilha de alta definição me distrair da vida lá fora. Até a última sexta-feira, meu cinzeiro e meus cigarros eram compania indispensável nestas horas.