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terça-feira, 4 de março de 2008

Quem criou quem ?

De uns dias para cá, tenho ouvido falar muito sobre este livro aí ao lado sempre pelo intermédio de um amigo que compartilha de minhas idéias sobre religião. Sendo ele, assim como eu, uma pessoa extremamente questionadora ele se interessou e se apegou à obra justamente por ela lançar uma visão científica e factual sobre um tema que sempre é abordado de forma fantástica e sobrenatural : A Bíblia.

Independente da crença de cada um, o livro coloca à prova as escrituras, as ditas verdades absolutas e as reapresenta sem o tradicional viés místico através do qual sempre são vistas. Resumindo, o escritor Christopher Hitchens praticamente arrasa com os pilares das religiões, de uma forma um tanto quanto simples : Revisando e relendo os textos de forma contextualizada, ou seja, tentando colocar-se no lugar de pessoas que viveram há 2000 anos atrás, tentando pensar da mesma forma que pensavam, com os mesmos parâmetros que usavam para separar o divino do natural.

Via de regra, é como ler um antigo texto Maia que descrevesse "o dia em que o Sol se apagou sobre toda a terra e voltou a acender após sacrificarmos 200 virgens". Esta seria a visão que, por exemplo, um indivíduo pertencente àquela cultura poderia ter de um eclipse. Some tal ignorância científica com mais de 2000 anos de história (tempo mais do que suficiente para que um mito cresça e tome corpo) e como resultado teremos uma história fantástica e sobrenatural. E é quase impossível desvincular esse milenar mal-entendido cometido pela Bíblia da dominação quase que global infligida pela Igreja sobre toda a humanidade por centenas de anos. É sabido que a Bíblia tem vários trechos que foram sendo sistematicamente inseridos no texto original, justamente para facilitar o trabalho de arregimentar fiéis e mantê-los na rédea curta.

Logo, o que entende-se disso tudo é que a Bíblia não é uma grande farsa, mas sim um relato de uma mensagem deixada por alguém (que nunca saberemos de verdade se um dia já existiu) e que foi sendo deturpada gradativamente através dos anos sem nunca ter sido entendida em sua essência. Faz sentido para mim.

Apesar de ter estudado a vida toda em um colégio de padres, sempre achei tudo isso uma grande enrolação a começar pela Igreja. Não acredito que alguém tão poderoso quanto Deus (vamos chamá-lo assim) se arriscaria investindo tamanha responsabilidade em um reles mortal, uma pífia criação suscetível a tantas falhas, habilitando-o a falar (e a punir) em seu nome. Também nunca concordei com aquela idéia de que Deus é legal e misericordioso, mas isso se você não discordar dele. Caso contrário ele queima você com tochas e amaldiçoa suas próximas 7 gerações. Que besteira !

Ao contrário de meu amigo, que agora sim não acredita em mais nada, eu acredito sim em uma força superior (a qual convencionamos chamar de Deus) mas eu o imagino como algo que extrapola completamente qualquer tipo de explicação ou controle de nossa parte, algo tão superior que nunca conseguiremos entender.

O mais curioso disso tudo foi topar nesta reportagem aqui justo agora, nesta época de debates ferrenhos sobre crenças. Ela fala sobre um artigo escrito por Benny Shanon, professor do Departamento de Psicologia Cognitiva da Universidade Hebraica de Jerusalém. Neste artigo, o professor Shanon afirma que Moisés não viu Deus coisa nenhuma, nem mesmo recebeu tábuas com mandamentos.

Ele diz que Moisés subiu o Monte Sinai para encher a cara com uma erva alucinógena e ela acabou fazendo com ele tivesse severas alucinações. Mas antes que você se pergunte "Peraí, então Moisés era maconheiro ?" é importante salientar que o ato de consumir tais ervas, na época, era um costume corriqueiro durante os antigos rituais religiosos judeus. Resumindo em termos que todos conseguem entender, Shanon coloca que o tal "acontecimento cósmico" que acabou por unir o povo de Israel não teve nada de cósmico nem divino. Foi apenas um teto geral que deu em uma galera que já estava muito chapada e que era liderada por um profeta que estava mais chapado do que todo mundo junto.

Controvérsias á parte, isso explicaria muita coisa.

Clique aqui e leia a reportagem na íntegra. Ah, e não se esqueça de dar sua opinião também !

Um comentário:

Isa disse...

Taí uma aula de religião vista de um ângulo muito original!

Hehehe, eu também cresci em Colégio de Padres (da rede dos colégios Agostinianos), mas eles só eram os donos, então não tínhamos nenhuma aula diferente dos outros colégios. A não ser as aulas de religião, claro, mas elas eram bem leves.

Beijos!

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