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segunda-feira, 29 de outubro de 2007

29 de Outubro - Dia do LIVRO

O ser humano, desde muito cedo, já demonstrava seu instinto de documentar os fatos que aconteciam ao seu redor de alguma forma. Assim foram com os desenhos rudimentares que nossos ancestrais faziam nas paredes das cavernas, retratando suas caçadas, suas aventuras, seu dia a dia. A idéia de preservar o conhecimento já começava a fazer parte do modo de ser do homo-sapiens.

Quando o homem desenvolveu a escrita, começou rabiscando em tabuletas de argila ou pedra, mas, em função da natural dificuldade que a tarefa empreendia, logo passou a usar os rolos de Papiros. O Papiro era uma planta de onde se retirava a matéria-prima para a confecção dos rolos. Eles mediam de 6 a 7 metros e continham várias obras escritas. Eram chamados de Volumen (ou khartés) pelos romanos.

Logo em seguida vieram os pergaminhos, feitos de couro de animais. Eles tinham a vantagem de se conservar por muito mais tempo, no entanto eram bem mais difícies de serem enrolados. Foi daí que veio a idéia de recortá-lo e costurá-lo em páginas. Nascia então o Códice, definindo o formato que até hoje é usado pelos livros. E é em Roma também que o códice ganha popularidade e se difunde entre as pessoas, primeiramente pelos ricos, que comumente encomendavam obras ( como a Eneida, encomendada a Virgílio por Augusto).

O surgimento do códice ajudou em muito no sucesso da religião cristã. A forma escrita era o jeito mais fácil e rápido de se espalhar a palavra da Igreja, tendo em vista a penetração que os códices já tinham atingido na sociedade. É nesta época que surge a figura dos monges copistas, religiosos encarregados do trabalho de produzir cópias das obras para a distribuição. Era um processo lento e trabalhoso, que tornava o livro um artigo raro e muito caro.

Essa realidade mudou drasticamente quando em 1455 o alemão Johannes Gutenberg inventou a imprensa e a tipografia, invenção esta que tornaria o livro um artigo de produção em série. Com a imprensa, o tempo de fabricação dos livros caiu radicalmente - junto com o seu custo - e os livros logo estariam presentes nas estantes de todo mundo.

Desde seus primórdios os livros sempre desempenharam um papel importantíssimo no desenvolvimento cultural da humanidade, levando conhecimento, diversão e informação a todos os quatro cantos do mundo. Através das páginas de um livro viajamos de um país a outro sem sair do sofá, conhecemos culturas diferentes, histórias de povos e seus costumes e sonhamos com histórias que nos toca, a cada um, de forma peculiar.

O livro é um bravo sobrevivente da era digital. Em um tempo onde cada vez menos pessoas se apegam ao hábito da leitura - passando mais tempo em frente á TV ou ao computador - ele ainda mantém seu lugar, firme e forte. Ainda deve levar algum tempo até que a tecnologia consiga produzir algo que seja tão prático, durável e barato quanto um livro, que você possa levar para qualquer lugar e usar a qualquer hora sem se importar com cabos, telas, fios ou baterias. E mesmo que isso um dia ocorra, acredito que os livros nunca deixarão de fazer parte de nossas vidas.

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