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domingo, 30 de setembro de 2007

Recordar é viver

Hoje tive uma grata surpresa quando sintonizei o "Canal Brasil" da NET. Estavam passando um dos filmes mais divertidos dos saudosos anos 80 : Beth Balanço. É engraçado ver como as coisas que naquela época achávamos tão legais, hoje parecem tão cafonas.

Vejo em vários lugares (blogs, sites, etc.) pessoas detonarem esta época usando uma dezena de adjetivos, todos depreciativos. Acredito que exista uma dose muito alta de hipocrisia nessas colocações. Muitos desses que falam, com certeza aderiram às modas da época e hoje em dia se acham ridículos por causa disso. Esquecem que esse é o ciclo normal das coisas. Daqui á 15 anos vamos estar nos achando cafonas quando lembrarmos das roupas que usávamos hoje. Cada década tem sua marca registrada, deixa suas lembranças e não há nada de pejorativo em relembrar com saudade de tempos idos. A época da Beth era bem mais simples de se viver, Tínhamos menos tecnologia mas nos divertíamos mais (penso eu).

A Beth é uma moça do interior que enche o saco de ficar cantando no barzinho de Governador Valadares, onde mora, e que morre de medo da perspectiva que essa vidinha pequena lhe reserva - uma casinha, um emprego chato e um casamento com o namoradinho careta de infância. Então, um dia, ela resolve que seus sonhos não cabem mais naquele mundinho e decide ir de mala e cuia para o Rio de Janeiro, a terra das oportunidades, para ampliar seus horizontes. O sonho da Beth ? Virar uma cantora de Rock famosa.

Claro que não demora muito para que a realidade da cidade grande atinja nossa heroína como um soco no estômago e ela descubra que nem todo mundo é bacana como ela acha e que as coisas não seriam tão fáceis como ela imaginava. O tema da busca pela fama, da fuga do anonimato continua sendo muito explorado até hoje e este é um dos motivos pelos quais se torna tão interessante rever este filme.

É curioso ver como tudo era muito mais complicado naqueles tempos da fita cassete. Hoje, com a mídia de massa, muito mais gente consegue sua chance de aparecer. Se a Beth vivesse nos dias de hoje, bastaria ela gravar um vídeo no Youtube ou participar de um Big Brother e já estaria alçada á fama. Também é divertido poder ver no filme os artistas quando eram jovens. Debora Bloch, Diogo Vilella, Lobão, Lauro Corona e até o antigo Barão Vermelho (responsáveis pelo "hit" da época que dá nome ao filme). A cena em que a Beth encontra com a banda na praia é impagável. Ver o Cazuza e o Frejat com aquelas caras de moleque é muito engraçado.

Eu sei, para frente é que se anda, mas recordar é viver ! E é saudável também !

Um comentário:

Anônimo disse...

impagável mesmo era o sobe e desce da bunda da Debora Bloch...que eles cortaram do filme, lembra?

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